É que Rosenbaum já era, em 1980, um dos seus leitores
antigos da revista, que enxergava o seu personagem-símbolo, Alfred E. Neuman, “como
um símbolo do declínio da Mad, e não de sua essência”.
A revista, ele diz, era “explicitamente judeu da classe
trabalhadora de Nova Iorque”, “ferozmente agressiva no sexo, na violência, e
nas suas bobagens audaciosas hiperventiladas, e no seu tesão por desafiar cada
tabu no horizonte”.
Alfred E. Neuman, por outro lado, era muito “respeitável e
domesticado para representar esse mundo: um inofensivo e feio garoto de bar
mitzvah, com sorriso de comedor de merda e orelhas de salgadinho -- não um
adulto insatisfeito uivando por sangue, que é o que os obscenos quadrinhos mais
frequentemente refletiam”. [QUADRINHOS]
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