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Christie Scheele [nascida no dia 10 de agosto de 1956, em Lincoln, no Nebraska] é uma pintora e colorista de quadrinhos americana. Não deve ser particularmente orgulhosa da segunda profissão: tem quase mil gibis no currículo, mas nenhum deles é mencionado no seu site, dedicado aos seus quadros de paisagens minimalistas.
Ela é, no entanto, um dos principais exemplos da linha minimalista de colorização da Marvel dos anos 80. É a linha que triunfou em Born Again, que foi colorido por Scheele [além, é claro, de escrito por Frank Miller e desenhado por David Mazzucchelli], talvez o melhor gibi já publicado pela editora. Scheele desenhou mais de cem gibis do Demolidor, o que justificou essa entrevista por Kuljit Mithra, do Man Without Fear. As páginas que ilustram a postagem são do Catskill Comics.
A entrevista é sensacional, e não apenas porque Scheele é uma excelente colorista: ela dá muitos detalhes sobre o papel do colorista nos quadrinhos americanos antes do domínio da colorização por computador [que foi quando ela começou a se afastar para se dedicar à pintura].
Exemplo, havia uma espécie de rixa entre coloristas e arte-finalistas: “coloristas eram considerados um nêmese em potencial do arte-finalista, então algumas vezes eu recebia notas sobre as cores, mas raramente alguma colaboração de verdade. Depois, quando a colorização ficou mais sofisticada, me tornei conhecida como uma colorista que criava ambiente, isso mudou, mas acho que, no geral, escritores/arte-finalistas/desenhistas se sentiam nervosos e apartados do processo de colorização, e, claro, não tinham como vê-lo até que era muito tarde para fazer qualquer coisa”.
Ou sobre a evolução do processo de colorização: “no início, nós codificávamos tudo, já que só existiam 64 cores disponíveis (todas elas criadas com porcentagens de ciano, magenta e amarelo) e as páginas eram separadas a mão (nas piores condições de trabalho possível). Hqs MUITO especiais eram 'totalmente coloridas', o que significava que nós podíamos pintá-las, com aquarelas do Dr. Martin, e era fotografado e impresso por baixo da arte em preto e branco, mais ou menos como uma pintura em livro de arte seria. Depois, quando a separação computadorizada começou, podíamos usar múltiplos de 10% de todas as cores, airbrushing e K (cinza). Finalmente, podíamos apenas colorir, sem códigos, e era separado, com diversos resultados, sem códigos. O papel também variou no caminho, ainda que aquele mais brilhante fosse meio que o extremo oposto do newsprint, o que não era sempre uma vantagem, se você queria apostar na sutileza”. [MEMÓRIA] [QUADRINHOS]
Ela é, no entanto, um dos principais exemplos da linha minimalista de colorização da Marvel dos anos 80. É a linha que triunfou em Born Again, que foi colorido por Scheele [além, é claro, de escrito por Frank Miller e desenhado por David Mazzucchelli], talvez o melhor gibi já publicado pela editora. Scheele desenhou mais de cem gibis do Demolidor, o que justificou essa entrevista por Kuljit Mithra, do Man Without Fear. As páginas que ilustram a postagem são do Catskill Comics.
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| Color guides de Ghost Rider 2099 #3. A arte é de Mark Buckingham, arte-finalizado por Kev Sutherland |
A entrevista é sensacional, e não apenas porque Scheele é uma excelente colorista: ela dá muitos detalhes sobre o papel do colorista nos quadrinhos americanos antes do domínio da colorização por computador [que foi quando ela começou a se afastar para se dedicar à pintura].
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| Color guide de Moon Knight #29. É de Ron Garney [desenho] e Tom Palmer [arte-final] |
Exemplo, havia uma espécie de rixa entre coloristas e arte-finalistas: “coloristas eram considerados um nêmese em potencial do arte-finalista, então algumas vezes eu recebia notas sobre as cores, mas raramente alguma colaboração de verdade. Depois, quando a colorização ficou mais sofisticada, me tornei conhecida como uma colorista que criava ambiente, isso mudou, mas acho que, no geral, escritores/arte-finalistas/desenhistas se sentiam nervosos e apartados do processo de colorização, e, claro, não tinham como vê-lo até que era muito tarde para fazer qualquer coisa”.
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| Color proof de Marvel Universe: The End #2, de Jim Starlin |
Ou sobre a evolução do processo de colorização: “no início, nós codificávamos tudo, já que só existiam 64 cores disponíveis (todas elas criadas com porcentagens de ciano, magenta e amarelo) e as páginas eram separadas a mão (nas piores condições de trabalho possível). Hqs MUITO especiais eram 'totalmente coloridas', o que significava que nós podíamos pintá-las, com aquarelas do Dr. Martin, e era fotografado e impresso por baixo da arte em preto e branco, mais ou menos como uma pintura em livro de arte seria. Depois, quando a separação computadorizada começou, podíamos usar múltiplos de 10% de todas as cores, airbrushing e K (cinza). Finalmente, podíamos apenas colorir, sem códigos, e era separado, com diversos resultados, sem códigos. O papel também variou no caminho, ainda que aquele mais brilhante fosse meio que o extremo oposto do newsprint, o que não era sempre uma vantagem, se você queria apostar na sutileza”. [MEMÓRIA] [QUADRINHOS]
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